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Um Objeto e seus Discursos por Semana Topo um objeto e seus discursos por semana O desafio que lan?ámos à cidade de se revelar através de conversas semanais em torno do seu património deu origem a um dos nossos projetos mais ambiciosos. Com mais de 120 convidados e 60 sess?es em dois anos, Um Objeto e seus Discursos por Semana inscreve-se hoje de forma particularmente viva na rotina cultural da cidade do Porto. Esta é uma iniciativa que, na sua simplicidade conceptual e frugalidade organizativa, conseguiu transformar-se num veículo peculiar de reativa??o patrimonial, de descoberta do território urbano e de liga??o à nossa identidade cultural, passada e presente. Nesta terceira edi??o, complementamos o sistemático puzzle de histórias que foi sendo montado desde 2014 (através do património municipal e de grandes institui??es da cidade), com objetos de natureza material e imaterial que est?o no domínio privado. é desta forma que ao longo de 34 sess?es entraremos em museus, bibliotecas e praias, mas também em associa??es, restaurantes e barcos; que falaremos de objetos museológicos e simultaneamente de ideias, valores e sabores; e que nos cruzaremos com convidados dos quadrantes sociais e dos saberes mais diversos – da ciência à pesca, passando pelas artes, pela gastronomia ou pela fé. Um Objeto e seus Discursos por Semana é conhecimento, inclus?o e circula??o. é uma experiência de cidade. De toda uma cidade que se projeta no futuro através do amor que nutre pela sua história. Rui Moreira Presidente da Camara Municipal do Porto Topo bilhetes 1€ Os bilhetes dever?o ser adquiridos no local de cada sess?o. A sess?o de 2 de julho tem bilhete a 3€. As sess?es assinaladas s?o de acesso gratuito. Topo 1-Cantina do Carvalhido - CMP R. de Acácio Lino, 101 2-Galeria Municipal do Porto Rua de D. Manuel II 3-Ateneu Comercial do Porto Rua de Passos Manuel, 44 4-Funda??o Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luis Pinto Mesquita Carvalho Rua de D. Hugo, 15 5-Funda??o Instituto Marques da Silva Pra?a Marquês de Pombal,30 6-Casa da Música Avenida da Boavista, 604 7-Biblioteca Pública Municipal do Porto Rua de D. Jo?o IV, 17 8-Mosteiro S. Bento da Vitória Rua de S?o Bento da Vitória 9-Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Avenida Rodrigues de Freitas, 265 10-Aniki Bóbó Rua da Fonte Taurina, 36-38 11-Avenida de Montevideu 12-M. Romantico da Q. da Macieirinha Rua de Entre Quintas, 220 13-Torre Burgo Avenida da Boavista, 1837 14-Viveiro Municipal Rua das Areias 15-Casa Museu Marta Ortig?o Sampaio Rua de N. S.a de Fátima, 291 16-Jardim do Passeio Alegre Jardim do Passeio Alegre, Foz do Douro 17-Barco Rabelo - S?o Telmos Cais da Ribeira 18-Casa do Vinho Verde Rua da Restaura??o, 318 19-Praia do Ourigo Praia do Ourigo 20-Biblioteca Municipal Almeida Garrett Rua de D. Manuel II 21-Capela de Carlos Alberto Rua de D. Manuel II 22-Palácio da Bolsa Rua de Ferreira Borges 23-Jardins da Casa Museu Guerra Junqueiro Rua de D. Hugo, 32 24-Esta??o de S. Bento Pra?a Almeida Garrett 25-Restaurante O Ernesto Rua da Picaria, 85 26-Académico Futebol Clube Rua de Costa Cabral, 186 27-Millennium BCP - Sá da Bandeira Rua de Sá da Bandeira, 135 28-Casa das Artes Rua de Ruben A, 210 29-Planetário do Porto Rua das Estrelas 30-Igreja dos Clérigos Rua de S?o Filipe Nery 31-Biblioteca - Funda??o de Serralves Rua de D. Jo?o de Castro, 210 32-Pra?a General Humberto Delgado 33-Gabinete do S.o Presidente da Camara Pra?a General Humberto Delgado Tripas “à moda do Porto” 05 mar. Cantina do Carvalhido-CMP convidados: Pedro Lemos Carlos Tê técnico: Joel Cleto descri??o: Diz-se que o Infante D. Henrique, precisando de abastecer as naus para a tomada de Ceuta em 1415, pediu aos habitantes da cidade do Porto todo o género de alimentos. As carnes disponíveis foram ent?o limpas, salgadas e acamadas nas embarca??es, ficando a popula??o sacrificada com as ditas miudezas. Foi com elas que os portuenses tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim as tripas “à moda do Porto”, que acabariam por se perpetuar e tornar num dos elementos gastronómicos mais característicos da cidade. Descubra qu?o rigorosa é esta lenda e o seu valor no Porto de hoje com dois nomes fundamentais da cultura da cidade. E, no fim, delicie-se com uma previsível surpresa. R. de Acácio Lino, 101 *entrada gratuita Catálogo “Programa Cultural Porto 2001” 12 mar. Galeria Municipal do Porto convidados: Pedro Burmester álvaro Domingues técnico: Miguel von Hafe Pérez descri??o: Porto Capital Europeia da Cultura foi há 15 anos. Convocando o pensamento dos seus ideólogos e comissários, retomamos um documento onde é fácil encontrar a filosofia programática de Paulo Cunha e Silva que a cidade homenageia a partir de dia 12 de mar?o, na Galeria Municipal, com a exposi??o P. – a oportunidade de convocar a cidade para a festa, a convic??o de que a programa??o funciona como revelador da cidade. “Pontes para o Futuro” é a vontade de criar comunica??o entre territórios distintos inicialmente separados. é, depois, um exercício arrojado de atravessamento. A ponte é a transforma??o do desejo em realidade. Pontes s?o liga??es. *entrada gratuita “Os Lusíadas” ed. 1572 19 mar. Ateneu Comercial do Porto convidados: Sofia Marques Zulmira Santos técnico: Paulo Lopes descri??o: Perante os nossos olhos uma raridade: a primeira edi??o de “Os Lusíadas”, datada de 1572, que faz parte do precioso acervo bibliográfico do Ateneu Comercial do Porto. Geralmente identificada por edi??o A, ou edi??o Ee, é hoje conhecida por edi??o “princeps”. No grandioso épico do povo lusitano – com dez cantos e 1102 estrofes, totalizando 8816 versos decassílabos – coexiste a a??o das divindades pag?s e a tutela do sentimento crist?o e da expans?o da fé. Dois olhares distintos, a partir da literatura, do documentário, do teatro e do cinema, analisam as reverbera??es contemporaneas do poema fundador da na??o. “Vis?o de Tondale”, Hieronymus Bosch 02 abr. Funda??o Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luis Pinto Mesquita Carvalho convidados: Maria José Goul?o Pe. Vasco Pinto de Magalh?es técnico: Inês Diogo Costa descri??o: Num momento em que a autoria de obras atribuídas a Hieronymus Bosch pertencentes ao Museu do Prado é seriamente posta em causa, apreciemos esta pintura cuja assinatura n?o merece dúvidas. Está nela patente a obsess?o de Bosch pelo tema do Inferno. Os êxitos terrenos do brilhante guerreiro irlandês Tondale (ou Tungdal) fazem-no esquecer Deus e a sua alma é disputada por espíritos imundos. Mas um anjo afugenta os demónios e promete ao cavaleiro que, depois de uma visita de três dias ao inferno, poderá voltar a viver com a miss?o de avisar os seus contemporaneos da sorte que espera os pecadores. Uma viagem ao além-mundo a partir da obra do mestre flamengo, um dos tesouros mais olvidados da nossa cidade. Esquissos de viagem, Fernando Távora 09 abr. Funda??o Instituto Marques da Silva convidados: Sérgio Fernandez Nuno Sousa técnico: Fátima Marinho descri??o: Para o arquiteto Fernando Távora o desenho era a melhor forma de ver, tal como a viagem era um elemento fundamental de apreens?o da realidade. O esquisso da Igreja do Bom Jesus de Valverde, realizado durante uma viagem de estudo com alunos do primeiro ano do curso de arquitetura, em julho de 1993, oferecido ao arquiteto Sérgio Fernandez, ilustra o ambiente e a configura??o do espa?o de uma forma única, aliando rigor e poesia. Será este o ponto de partida para uma conversa sobre os esquissos de viagem de Távora a ter lugar na Funda??o Marques da Silva, institui??o que acolhe a sua memória documental. “Relógio de ensaios” 16 abr. Casa da Música convidados: Daniel Moreira Teresa Paiva técnico: António Jorge Pacheco descri??o: Um relógio é sempre um relógio, uma máquina que marca o passar do tempo, milimesimamente ao mesmo compasso, independentemente da regência ou do andamento. Absorto no seu tique-taque, alheio ao movimento da batuta, surdo ao pulsar dos dedos sobre as teclas, o relógio de ensaios cumpre religiosamente a métrica do tempo programado, ordenando o caos de partituras, instrumentos e artistas, inflexível ao mais pequeno deslize ou atraso. Amado e odiado, o relógio de ensaios lan?a a discuss?o sobre o tempo na música, sobre o nosso tempo e o que fazemos com ele, envolvendo o diretor artístico da Casa, um compositor-investigador e uma especialista no sono e na vigília. “Raz?o de Estado do Brasil”, ca.1616 23 abr. Biblioteca Pública Municipal do Porto convidados: Gelson Fonseca Junior Jo?o Garcia técnico: Sílvio Costa descri??o: Esta “Raz?o de Estado do Brasil” é a mais antiga cópia, entre as cinco conhecidas, de um atlas representando um território americano, o que lhe confere especial significado na história da cartografia. Diz respeito ao Brasil, mostrando assim a importancia crescente deste novo mundo, dentro do agregado lusitano, em come?os do século XVII. Este códice portuense faz agora 400 anos, é atribuído a Jo?o Teixeira Albernaz I e pertence ao valioso acervo da Biblioteca Pública do Porto. Ricamente ilustrado, releva o imaginário dos conhecimentos transatlanticos à época. Vêm apreciá-lo especialistas em cartografia e nas rela??es luso-brasileiras. Cenografia “Casas Pardas”, Pedro Tudela 30 abr. Mosteiro S. Bento da Vitória convidados: Nuno Carinhas Pedro Tudela técnico: Mónica Guerreiro descri??o: Distinguido como melhor trabalho cenográfico pela Sociedade Portuguesa de Autores, a obra de Pedro Tudela para o espetáculo de teatro “Casas Pardas” (encena??o de Nuno Carinhas, Teatro Nacional S?o Jo?o, 2012) encontra-se exposta e (re)visitável no Mosteiro S. Bento da Vitória, juntamente com outras cenografias marcantes da história do TNSJ. Finais de 1960, regime salazarista em patente declínio, sobressalto político e social: Elvira, Maria das Dores, Elisa e outras personagens habitam uma Lisboa em transi??o, descrita por Maria Velho da Costa e com adapta??o dramatúrgica de Luísa Costa Gomes. Passado o espetáculo, convidamos cenógrafo e encenador a rememorar as muitas línguas e linguagens que se ouvem no português. “Faina Fluvial no Douro”, Júlio Resende 07 mai. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto convidados: Francisco Laranjo Maria Bochicchio técnico: José Carlos Paiva descri??o: No vasto e valioso espólio da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, encontramos uma pintura de Júlio Resende, “Faina Fluvial no Douro” (1962), que integra uma das provas de agrega??o para Professor da ent?o Escola Superior de Belas Artes desta cidade. No misterioso e imponderável mundo da cria??o artística, propomos, a partir deste trabalho de um dos nossos pintores maiores, refletir sobre a arte, o mercado, o seu ensino e aprendizagem e a legitima??o de criadores e artistas no meio académico. *entrada gratuita Aniki Bóbó 14 mai. Aniki Bóbó/Café-Concerto convidados: Bruno Baldaia Pedro Tenreiro técnico: António Guimar?es descri??o: Situado na Ribeira (Rua da Fonte Taurina), era o espa?o de referência da noite do Porto, frequentado por artistas, designers, músicos e outras figuras da cultura portuense, lisboeta e galega. N?o é possível esquecer a gata preta que por lá deambulava, o sofá de baloi?o pendurado no teto, o palco sobre o bar e o pátio exterior onde, por vezes, aconteciam inusitadas performances. O Senhor Guimar?es (Becas para os amigos), programador luminoso, oferecia-nos noites de luxo. Ficam na memória, entre muitos, os concertos de Anamar, Rádio Macau, Pedro Abrunhosa & os Bandemónio, Radar Kadafi e os Madredeus, este último com um visitante inesperado: o Rio Douro. Fechou no ver?o de 2005, transferindo-se muita da sua clientela para o Bar Passos Manuel. Homem do Leme 21 mai. Avenida de Montevideu convidados: Carlos Feixa José Xavier técnico: Nuno Ortig?o descri??o: Em plena Avenida de Montevideu, impante, ergue-se a estátua do “Homem do Leme”, escultura em bronze da autoria de Américo Gomes (1934). Admirável pelo seu movimento, express?o e carácter, este exemplar da escultura nacionalista monumental portuguesa presta homenagem aos pescadores, representados pelo homem que agarra vigorosamente um leme. A seu lado, olha-nos a praia do Homem do Leme, a primeira praia do Porto a ostentar Bandeira Azul. Nesta sess?o falam-nos dela quem a estuda e quem a canta, mas também quem nela se revê. *entrada gratuita Leque 28 mai. Museu Romantico da Quinta da Macieirinha convidados: Gabriela Moita Katty Xiomara técnico: Maria Manuela Neves descri??o: Apreciado como acessório de moda e objeto de adorno, foi visto como símbolo de elegancia, luxo e distin??o. No século XIX, o seu poder de sedu??o foi descrito na chamada “linguagem do leque”, um complexo sistema de posi??es e gesticula??es que possibilitavam a passagem de mensagens entre elementos da corte. Ao longo dos tempos, assumiu fun??es distintas do primordial refrescamento, adquirindo formas e tamanhos múltiplos; enriquecido com materiais nobres, transforma-se inclusivamente em autêntico objeto de arte. Uma conhecida especialista da área da sexologia, e outra da moda, discutem a sua utilidade e semiótica na história do ocidente e do oriente. Escultura de ?ngelo de Sousa 04 jun. Torre do Burgo convidados: Nuno Faria Joana Lia Ferreira técnico: Eduardo Souto de Moura descri??o: “Sem título”, escultura em ferro pintado da autoria de ?ngelo de Sousa (1938-2011), está integrada no espa?o fronteiro ao edifício Burgo, na Avenida da Boavista, um projeto do arquiteto Eduardo de Souto Moura (Prémio Pritzker 2011). O Porto era a sua cidade e trabalharam juntos por diversas ocasi?es (recordemos o famoso espelho que conceberam para a representa??o portuguesa à Bienal de Veneza, em 2008). Composta por seis painéis em chapa metálica pintada, ligados entre si por curvas de pequeno raio, a escultura foi adaptada a partir de uma maqueta realizada pelo artista em 1970. Consoante o angulo de observa??o, proporciona múltiplas perspetivas. A arte e a arquitetura v?o estar em diálogo, necessariamente, nesta sess?o. *entrada gratuita Manjerico 11 jun. Viveiro Municipal convidados: Cristina Azurara Luis Alves técnico: Filipe Araújo descri??o: Originário da índia, o manjerico é uma planta muito popular no Porto, sobretudo na altura das festas de S?o Jo?o, onde é vendido em vasos, por toda a parte. Também é chamada de erva dos namorados pois é oferecida por estas alturas entre pares, incluindo o vaso muitas vezes um papelzinho colorido com rimas previsíveis e brejeiras. As suas folhas s?o comestíveis, comportando-se como um excelente repelente de insetos. Para nosso desencanto, raramente resiste de um ano para o outro, vá-se lá saber porquê. Os viveiros municipais do Porto, que hoje nos acolhem, produzem cerca de 5000 manjericos por ano. *entrada gratuita Biombo “Histórias de coelhos”, Aurélia de Souza 18 jun. Casa Museu Marta Ortig?o Sampaio convidados: Marta Madureira Isabel Barros técnico: Isabel Andrade descri??o: A modernidade deste biombo resulta da inteligência subtil da artista, que transmite a realidade através de um penetrante olhar, talvez inspirada nas histórias de Beatrix Potter (de quem também se assinala este ano o 150o aniversário do nascimento). Eis uma cena familiar com coelhos, em formato tríptico: a m?e ensina um bebé a andar, enquanto o outro filho, que se lhe agarra às fitas do avental, brinca. Sentado à porta de casa, o pai folheia o jornal “El Imparcial”. Uma ilustradora e uma coreógrafa com especial liga??o às marionetas debatem esta história doméstica, no seio de outras obras marcantes da celebrada pintora em exposi??o alusiva. Sanitários Públicos 25 jun. Jardim do Passeio Alegre convidados: Alexandra Trevisan Pedro Barbosa técnico: Cristina Pimentel descri??o: Com paredes e ch?o decorados com belíssimos azulejos e mosaicos no mais puro estilo “arte nova”, estes sanitários ser?o, porventura, dos poucos a merecerem ser visitados pelo seu interesse estético e patri- monial. Foram construídos em 1910, num tempo em que a burguesia do Porto ia a banhos à Foz do Douro e convivia no Passeio Alegre, um passeio público onde se atualizavam as últimas da política e da má-língua. Conhe?a as histórias e curiosidades destes sanitários públicos, ainda hoje à nossa disposi??o, com especialistas na história da cidade, da higiene e da arte. *entrada gratuita Barco Rabelo 02 jul. Barco Rabelo - S?o Telmo convidados: José Manuel Lopes Cordeiro Natália Fauvrelle técnico: Manuel Cabral descri??o: As embarca??es típicas do rio Douro asseguravam o transporte das pipas de vinho do Porto, do Alto Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia, onde o vinho seria armazenado e posteriormente comercializado. Com a conclus?o, em 1887, da linha de caminho-de-ferro do Douro e o desenvolvimento das comunica??es rodoviárias durante o século xx, o tráfego fluvial assegurado pelos barcos rabelos entrou em declínio. Contudo, permanecem na memória coletiva da regi?o e s?o revisitados pelo turismo e pela famosa regata do S?o Jo?o, que se realiza anualmente na manh? do dia 24 de junho. Um responsável do instituto que tutela a qualidade do Vinho do Porto, acompanhado por investigadores ligados à história da industrializa??o e ao estudo da regi?o do Douro, analisam diferentes aspetos que a memória dos rabelos inspira. Claraboia 09 jul. Casa do Vinho Verde convidados: Paulo Gaspar Ferreira Francisco Barata técnico: Manuel Pinheiro descri??o: A Comiss?o de Viticultura da Regi?o dos Vinhos Verdes está instalada num palacete da Rua da Restaura??o, construído para residência do Visconde Silva Monteiro, um comerciante liberal que enriqueceu no Brasil. Aqui podemos apreciar, sobre a caixa de escada, uma bela e grande claraboia, rodeada de soberbos estuques com motivos mercantis e de várias pinturas sobre o Porto. Da morada de ricos burgueses a sede de uma institui??o, o tempo passou sob a claraboia iluminando encontros e conversas, transformando-a num objeto de atra??o para um fotógrafo e um arquiteto em diálogo com o dono da casa, na sala de estar do Vinho Verde. “Olh’a Batatinha” 16 jul. Praia do Ourigo convidados: Jo?o Teixeira Lopes, José Leocádio técnico: Carlos Pinto descri??o: A praia era assaltada por um preg?o mágico, ansiado, quase libertador: “Olh’a batatinha, olh’o picolé fresquinho”. A crian?ada interrompia as suas brincadeiras estivais e rodeava freneticamente o vendedor, imaculado na sua farda branca. Uma olhadela estratégica, na espera ansiosa de um olhar de assentimento da m?e ou da avó. No dia seguinte, à mesma hora, o ritual era o mesmo. Terá hoje, o vendedor das batatinhas e dos gelados, o mesmo encanto? Uma boa conversa sobre este tema, em plena Praia do Ourigo, com quem conhece por dentro e por fora esta tradi??o das praias do norte. Traga toalha e (porque n?o?) bronzeador. *entrada gratuita Placa de Homenagem a Mário Cláudio 03 set. Biblioteca Municipal Almeida Garrett convidados: José Joaquim Gomes Canotilho Maria do Carmo Serén técnico: José Alberto Pinheiro descri??o: Depois de Vasco Gra?a Moura (2014) e Agustina Bessa-Luís (2015) é chegada a vez de Mário Cláudio, nome maior da literatura portuguesa, se juntar aos ilustres escritores representados simbolicamente na Avenida das Tílias que, pouco a pouco, se vai transformando na Alameda dos Escritores. Prémio Pessoa e Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, entre tantas outras distin??es, Mário Cláudio é autor de uma obra vasta e complexa, na qual se ingressa por diversas vias, sendo a originalidade dos seus escritos biográficos uma das mais cativantes. Esta sess?o realiza-se em torno da vida e da obra do romancista, poeta e ensaísta homenageado pela Feira do Livro do Porto de 2016. *entrada gratuita Incunábulo “Hypnerotomachia Poliphili” 10 set. Galeria Municipal do Porto convidados: António Martins da Silva José Bártolo técnico: Fernando Pinto do Amaral descri??o: Exemplo paradigmático da prototipografia europeia renascentista e um dos mais belos livros ilustrados de quatrocentos, este incunábulo constitui um tesouro por si só. A autoria é creditada, por um acróstico no texto, a Francesco Colonna, destacando-se também as magníficas xilogravuras atribuídas a Benedetto Bordone. Esta rara obra, impressa na oficina tipográfica do célebre humanista Aldo Manuzio, apresenta curiosas manifesta??es de censura em algumas gravuras. Desvende um dos valiosos tesouros da nossa Biblioteca Pública, na companhia do comissário de uma das exposi??es mais aguardadas do ano e de dois conhecidos especialistas nas histórias que este incunábulo tem para nos contar. *entrada gratuita Capela de Carlos Alberto 17 set. Capela de Carlos Alberto convidados: Angelo Arena Isabel Stilwell técnico: Luís Cabral descri??o: Localiza-se nos Jardins do Palácio de Cristal e foi construída no final do século XIX, por iniciativa da princesa Augusta de Montlear, em memória do seu irm?o, o Rei do Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto, que tanta presen?a preserva na toponímia da cidade. Carlos Alberto quis unificar sob o seu ceptro toda a Itália, mas teve que se vir exilar ao Porto, em 1849, depois de ter sido derrotado pelos austríacos. Inicialmente instalado no Palacete dos Viscondes de Balsem?o, viria a falecer na Quinta da Macieirinha. Descubra detalhes históricos e lendários da sua estadia no Porto e, como estamos em ambiente de Feira do Livro, outras histórias de reis e rainhas perdidos no exílio. *entrada gratuita Escrivaninha de Gustave Eiffel 24 set. Palácio da Bolsa convidados: Jorge Delgado Jo?o Magalh?es técnico: Nuno Botelho descri??o: Gustave Eiffel, que viveu em Barcelinhos entre 1875 e 1877, manteve um gabinete de trabalho no Palácio da Bolsa, com vista para o tabuleiro superior da Ponte D. Luís I, “a tal” que ele n?o construiu. O gabinete do engenheiro tornado arquiteto, de onde acompanhou a obra da Ponte Maria Pia, guarda um aparador com uma máquina de escrever e um selo branco, alguns quadros nas paredes, cartas que lhe foram dirigidas e a escrivaninha que é objeto desta sess?o e que terá sido o ber?o de várias outras pontes (em Viana do Castelo, Barcelos ou Pinh?o). Os convidados, especialistas em engenharia civil e em mobiliário deste período, deixar-se-?o interpelar pela memória do trabalho e do pensamento de Eiffel. Porta gótica da Crasta Velha da Sé 01 out. Jardins da Casa Museu Guerra Junqueiro convidados: Domingos Tavares Tiago Azevedo Fernandes técnico: Isabel Osório descri??o: A crasta velha – ou claustro velho – da Sé localiza-se a sul da atual sacristia, junto ao local onde outrora se implantaria a primitiva basílica, sede da diocese criada em finais do século VI. Neste segundo claustro, que foi cemitério na época medieval, existe uma porta em arco gótico que comunicava com a artéria que outrora circundava o complexo catedralício. Cortada a rua no século XVIII, sobrevive o atual Beco dos Redemoinhos, de acesso condicionado. A porta gótica permaneceu “pendurada” na parede da crasta, uns metros acima do atual nível de ocupa??o dos jardins. Os segredos que esconde, perscrutados aquando da remodela??o da Casa-Museu Guerra Junqueiro nos anos 1990, ser-nos-?o agora desvendados. Comboio miniatura 08 out. Esta??o de S. Bento convidados: José António Tenedório José Carlos técnico: Maria Emília Pinto Pires descri??o: é no interior da Esta??o de S?o Bento, uma das mais belas e fotografadas do mundo, que podemos apreciar a miniatura de um comboio a vapor, cujo funcionamento é acionado através da introdu??o de uma moeda de um euro. O exemplar é propriedade do Grupo Desportivo Ferroviários de Campanh?, tendo sido construído nas oficinas gerais da CP para estar patente na Exposi??o do Mundo Português em 1940. Para este debate evocativo dos 100 anos da inaugura??o da esta??o, juntamos em S?o Bento um geógrafo e um ferroviário. *entrada gratuita Salada de frutas do “Ernesto” 15 out. Restaurante O Ernesto convidados: Isabel do Carmo Pedro Barateiro técnico: Reinaldo Preira descri??o: No número 85 da Rua da Picaria serve-se, a crer na crítica gastronómica da imprensa, a melhor salada de frutas do Porto. Falamos de uma festa de, pelo menos, onze frutos. A contar: ananás, pêra, manga, kiwi, morango, pêssego, framboesa, ameixa, uvas, mel?o e laranja. Recebe-nos “O Ernesto”, casa fundada em 1938 e mantida em família até aos dias de hoje. Um improvável painel junta especialistas (na teoria e na prática) em arte contemporanea, nutricionismo e restaura??o para nos falar do exótico e de fruta. Atreva-se a prová-la no fim. *entrada gratuita Estatueta “Unidos faremos um Académico maior” 22 out. Académico Futebol Clube convidados: Helder Pacheco José Pedro Sarmento técnico: Silvio Cervan descri??o: O tema desta sess?o – “Unidos faremos um académico maior” – é simbolizado na estatueta ilustrativa do “esfor?o academista”, trazida por uma delega??o de hoquistas do Académico Futebol Clube na sequência de uma desloca??o à América do Sul, em novembro de 1952. A comitiva ent?o chefiada por Mário de Carvalho efetuou naquele continente vários jogos de exibi??o. Nos dias de hoje, este troféu é apresentado aos jovens atletas do centenário clube como símbolo do espírito de equipa, da constru??o, do trabalho coletivo e da solidariedade. Acolhe a sess?o o Palacete do Lima, “casa” que esteve na origem dos mais variados desportos na cidade do Porto. *entrada gratuita Café Rialto 29 out. Millennium BCP - Sá da Bandeira, convidados: Laura Castro Germano Silva técnico: Fernando Nogueira descri??o: Inaugurado em dezembro de 1944, o café Rialto foi concebido por Artur Andrade, o arquiteto do cinema Batalha. Tinha murais de Abel Salazar, Dórdio Gomes e Guilherme Camarinha e era frequentado por gente da cultura, da literatura e das artes. Nas décadas de 1950-60 foi local de reuni?o de uma gera??o de poetas contestatária do Estado Novo – Egito Gon?alves, Daniel Filipe e José Augusto Seabra, entre outros. Encerrado em 1972, tornou-se propriedade do Millennium BCP, conservando, no entanto, dois dos frescos que decoravam o antigo café. Descubra quais, pela voz de quem melhor os conhece, e aproveite para escutar algumas das suas imperdíveis histórias. *entrada gratuita Jornal “Metro” 05 nov. Casa das Artes convidados: António E?a de QueirozNuno Abrunhosa técnico: Jo?o Gesta descri??o: Nasceu no ano de 1987, pela m?o de Nuno Abrunhosa e Luís Fontes. Ao virar da página, um hálito a modernidade. Cada passo em falso do nosso espírito encontrava o “Metro” pela frente. N?o era um jornal, era um ajuste de contas, uma ideia inovadora, vanguardista e genial, que outros copiaram muito mais tarde. O “Metro” foi sempre futuro. Era a bíblia da peregrina??o noturna da cidade. Era, como se disse num dos seus últimos editoriais, um vulc?o imprevisível nas suas falsas letargias, nas suas fatais erup??es. Tal como as Maybe Airlines jugoslavas de ent?o, nunca se sabia quando partia, mas partia sempre cheio. Partiu de vez em 1996. Célula fotovoltaica do telescópio espacial Hubble 12 nov. Planetário do Porto convidados: Orfeu Bertolami Rui Toscano técnico: Daniel Folha descri??o: Em 1990, o telescópio Hubble foi lan?ado para o espa?o pelo vaivém Discovery, até se fixar a 550 km de altitude, numa órbita de 96 minutos em torno da Terra. O telescópio capta luz visível e infravermelha: vendo para lá da nossa galáxia, tem possibilitado descobertas e avan?os astronómicos gigantescos. é considerado um dos principais responsáveis pela populariza??o da ciência. A célula fotovoltaica em torno da qual se desenrola esta conversa integrava um painel solar e foi recolhida do Hubble numa das visitas da NASA para manuten??o e substitui??o de equipamentos. Um artista plástico particularmente interessado na evolu??o das civiliza??es e um perito em cosmologia conduzem-nos nesta viagem espacial. Túmulo de Nicolau Nasoni (?) 19 nov. Igreja dos Clérigos convidados: Eugénia Cunha Giovanni Tedesco técnico: Pe. Américo de Aguiar descri??o: As obras de restauro na Igreja dos Clérigos puseram a descoberto uma cripta do século XVIII contendo pelo menos dez sepulturas. Admite-se que uma delas possa pertencer ao famoso arquiteto italiano que, há mais de 250 anos, projetou o templo e a torre anexa, com mais de 76 metros de altura e servida por uma escada em espiral com 240 degraus. Arqueólogos e antropólogos trabalham agora em conjunto para desvendar o enigma dos Clérigos. “Em que pensas? No tempo todo”, álvaro Lapa 26 nov. Biblioteca - Funda??o de Serralves convidados: Miguel-Manso Jo?o Sousa Cardoso técnico: Jo?o Ribas descri??o: Esta pintura é testamentária da forte liga??o entre a escrita e a arte pictórica que caracteriza a obra de álvaro Lapa – artista, recorde-se, formado em filosofia. Em 1976, Lapa ingressa como professor na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde leciona, entre outras, a cadeira de Estética e se torna uma referência imarcescível junto dos alunos. A obra de um homem livre e criativo, que desde sempre assumiu, no campo das artes plásticas, uma atitude isolada e autodidata, analisada por um dos nomes mais importantes da nova poesia portuguesa por Miguel-Manso e por Jo?o Sousa Cardoso que, em 2012, encenou a pe?a “Raso como o ch?o”, a partir de livro de álvaro Lapa com o mesmo título. árvore de Natal dos Aliados 03 dez. Pra?a General Humberto Delgado convidados: Fernando Pinto Coelho Sérgio Costa Araújo técnico: Nuno Lemos descri??o: Como habitualmente, o Porto recebe o Natal com muita luz, música e anima??o. Todos os anos uma feérica árvore de Natal é erguida na Pra?a General Humberto Delgado, em frente aos Pa?os do Concelho, cimeira à Avenida dos Aliados, tornando-se um ponto obrigatório de encontro e convívio natalício. Propomos uma conversa sobre rituais e imagens do Natal, de cá e de outros lugares. Em 2015, a árvore, vestida de dourado, apresentava dimens?es surpreendentes: 26 metros de altura e 14 metros de largura. Que surpresas nos trará a árvore de 2016? *entrada gratuita Mapa da cidade do Porto 10 dez. Gabinete do Presidente da Camara convidados: Rio Fernandes Fernando Gomes técnico: Rui Moreira descri??o: Data de 1892 a primeira cartografia da nova cidade recém-chegada ao mar, uma tarefa imensa, minuciosa, produzida pelo Capit?o Telles Ferreira e pela vontade política do Município do Porto num país centrípeto. Casa a casa, rua a rua, jardins, pra?as, fontes, po?os e campos iam preenchendo o desenho da cidade, cada vez mais nítida, mais real, pronta a ser redesenhada e controlada por uma nova ideia, um novo plano. Durante mais de 50 anos, sobre a Carta Topográfica da Cidade do Porto tra?aram-se os projetos e os sonhos do governo da cidade. Hoje, um antigo e o atual Presidente da Autarquia do Porto, com um geógrafo urbano, analisam, na parede do gabinete presidencial, a obra cartográfica que marcou uma nova fase do planeamento da cidade. *entrada gratuita PORTO 2016 Sábados às 18.00 venha conhecer os espa?os e os tesouros da cidade contados por quem faz as suas histórias Sobre Bilhetes Mapa

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